FESTA DA COLHEITA DO ALGODÃO AGROECOLÓGICO MOVIMENTA MUNICÍPIO DE REMÍGIO NA PARAÍBA

FESTA DA COLHEITA DO ALGODÃO AGROECOLÓGICO MOVIMENTA MUNICÍPIO DE REMÍGIO NA PARAÍBA

A 3ª Festa da Colheita do Algodão Agroecológico, teve inicio na ultima quinta feira,24, no município de Remígio. O evento é uma realização da Embrapa Algodão e da ONG Arribaçã. Promovida anualmente para comemorar o resgate do algodão, que gera renda e cidadania aos agricultores familiares.

 O secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca,Marenilson Batista, um dos idealizadores e incentivador do evento ressalta que além da comemoração da colheita do algodão o momento é de celebração e confraternização dos agricultores da Rede Paraíba de Algodão Agroecológico, que ao longo dos anos tem servido para resgatar os valores da agricultura familiar identidade cultural da região além de reduzir a migração dos agricultores.

Paralelamente ao evento este ano houve o Seminário da Rede de Algodão Agroecológico do Semiárido e reuniuagricultores da região nordeste além de técnicos e empresários e estilistas envolvidos com o trabalho sustentável

 O desfile de moda, que apresentou coleções de grifes como Coopnatural do Brasil, Tudo Bom e Veja Fair Trade, da França contou com apresentações culturais da banda os 3 do Nordeste, Gente Boa e Baixinho do Pandeiro.

Asinovações tecnológicas voltadas para a agricultura familiar, experiências agroecológicas, políticas públicas para o campo e difusão cultural dos agricultores envolvidos e cases de sucessos  foram discutidos pelas entidades presentes a exemplo da Embrapa, Arribaçã, Emater, STR, Polo Sindical da Borborema, Patac, As-Pta, Coop Natural e UFPB.

O secretário executivo da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo, afirmou que a introdução do algodão herbáceo no contexto de produção agroecológica na agricultura familiar já é uma alternativa viável do ponto de vista de incremento da rentabilidade da unidade produtiva na Paraíba e certamente já está agregando valores tanto na geração de emprego e renda como na manutenção dos valores culturais e união familiar.

 

Um pouco da história do Algodão

 O Nordeste já foi o maior produtor de algodão do País, na década de 1930, sendo uma das principais culturas geradoras de renda na região semiárida, por ser uma plantaresistente à seca. Na década de 90, por causa da praga do bicudo, inseto que come a flor do algodão, as fibras e as sementes em formação, a produção praticamente foi extinta levando muitos agricultores a optar por outras lavouras devido aos prejuízos acumulados.

A partir do interesse de agricultores familiares interessados em voltar a plantar algodão a produção começou a ter um resgate importante no estado e os agricultores passaram ainvestir no plantio do algodão agroecológico e de acordo com as expectativas e estimativas do secretario executivo Alexandre a produção de algodão agroecológico em rama deverá atingir 100 toneladas este ano, no Estado. A Emater presta assistência a 120 famílias, em 18 municípios, numa área de 221 hectares.

Ana Neves

Jornalista